Anualmente, a direção do Colégio Cermac participa do Encontro Nacional PEA-UNESCO – (Programa de Escolas Associadas à UNESCO do Brasil). Este ano, o destino foi a cidade de Salvador, na Bahia.

Os congressistas assistiram palestras sobre os mais variados temas educacionais, porém, poder trocar experiências a fim de agregar às suas próprias instituições as boas práticas dos colegas, é o grande diferencial deste encontro.

Segundo a diretora pedagógica do Cermac, Roberta Mardegam, ficou bastante evidente a preocupação de todas as escolas em trabalhar em rede, que é a proposta da UNESCO: todos trabalhando juntos pelo melhor da educação, que é a educação para a paz. Este ano, o número de escolas associadas aumentou para mais de 500, ou seja, são mais pessoas por todo o Brasil trabalhando para melhorar a educação.

Por estarmos na Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), o tema foi bastante abordado ao longo de todo o encontro, ressaltando que os povos ao redor do mundo vieram da África. Assim, a discussão sobre a importância de promovermos a igualdade em todos os âmbitos, ganhará ainda mais força.  

Por fim, as escolas participantes foram orientadas a dar continuidade ao trabalho com as mudanças climáticas, iniciado em 2017, pois este problema continua sendo uma grande preocupação da ONU. Além deste, os temas para o ano de 2019 “Ano da preservação das línguas indígenas” e “Ano da tabela periódica” serão abordados em todos os nossos projetos do próximo ano.

O evento trouxe ainda mais aprendizado, conteúdo e capacitação à equipe Cermac, permitindo que o colégio atue sempre de acordo com o que há de mais atual na educação e formando cidadãos para o mundo, com um olhar atento ao outro, à natureza e ao mundo.

 

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Na última semana de abril, a mantenedora do Colégio Cermac, Rosa Maria Castanho e a Diretora Pedagógica, Roberta Mardegam, participaram de mais uma visita às escolas do mundo com o grupo do PEA UNESCO - Programa de Escolas Associadas à UNESCO do Brasil. O PEA (ASPNet) tem como objetivo fundamental criar uma rede internacional de escolas que trabalhem pela ideia da cultura de paz e está presente em 130 países.

A visita fez parte da Missão Pedagógica do PEA, que anualmente visita escolas associadas em diversos países, a fim de trocar experiências e conhecer diferentes formas de pensar a educação no mundo. Este ano, o evento teve início em Toronto, no Canadá, e terminou em Nova York, nos EUA.

Toronto

Em Toronto, localizada na província de Ontario, o grupo visitou os colégios David Suzuki Secondary School, Stephen Lewis Secondary School e o Pickering College, além de conhecer o Ministério da Educação.

A Suzuki School foi fundada em 2011 e é certificada como Ecoescola devido à grande preocupação com o meio ambiente. Ecoschool é um programa em Ontário que rankeia e certifica as escolas acerca das práticas em relação ao meio ambiente. A construção da escola foi toda pensada em influenciar ao mínimo o meio ambiente e ações diárias são realizadas, como o uso de plataformas digitais para aprendizagem, evitando o uso de livros. 

Já a Pockering College, que conta com 450 alunos, é uma escola privada/independente e não conta com subsídios do governo. O grupo contou com a tradução de duas alunas brasileiras que estudam lá.

Chegando ao Ministério da Educação, o grupo conheceu algumas particularidades da educação no país. No Canadá, a educação é descentralizada. O país é dividido em 3 territórios e 10 províncias e não há um órgão central encarregado de estabelecer e monitorar as regras e padrões relacionados à educação no país, sendo assim, é responsabilidade das províncias e territórios e é gratuita para todos (95% dos estudantes está em escolas públicas). 

Nova York

O ponto de partida em Nova York foi a visita à ONU (Organização das Nações Unidas), que foi construída entre 1949 e 1952 com projeto do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. 

Posteriormente, o grupo conheceu a Ross School, a Quest to Learn e a Avenues New York.

A Ross School, localizada no meio de uma floresta em East Hampton, é uma escola particular que atende alunos do mundo todo, desde a educação infantil até o ensino médio e possui uma proposta curricular inovadora, em período integral, onde as atividades em sala de aula integram artes, escrita, literatura, saúde, bem-estar e uso de tecnologia, com o incentivo à resolução de problemas, tomada de decisões e apresentação de conclusões. Uma curiosidade: toda a base curricular da escola foi desenvolvida e, posteriormente, construiu-se o prédio, atendendo todas as necessidades da proposta.

Já a Quest to Learn é uma escola pública totalmente diferente do que conhecemos. O aprendizado é todo voltado para jogos de plataformas e jogos de tabuleiro e a escola atende, principalmente, alunos com dificuldade de aprendizagem (38% dos alunos tem algum tipo de necessidade especial). Os jogos são desenvolvidos pelos próprios professores com a ajuda de designers de games. 

Por fim, conheceram a Avenues New York, escola bastante elitizada e que pretendem abrir filiais no mundo todo.

A visita foi enriquecedora de diversas maneiras, pois proporcionou o conhecimento de uma cultura diferente e, principalmente, agregou novas práticas educacionais de sucesso que certamente servirão de inspiração para engrandecer ainda mais a proposta pedagógica do Colégio Cermac, a qual já vem trilhando uma formação voltada não somente para a aprovação nos vestibulares, mas principalmente para o crescimento de cidadãos preocupados com o próximo, com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, em consonância com os avanços tecnológicos.

 

 

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Em 2016 aconteceu o 1º Concurso Literário no salão da Câmara Municipal de São Paulo, o colégio Cermac foi representado por quatro alunas: Maria Eduarda Sato da Silva; Beatriz Trigo Godinho; Amanda Marques Ferraz Reis e Mariana Pina Vasquez, que produziram redações com o tema “O poder de uma semente (The power of seed). 

O tema escolhido para este ano foi “O homem e a natureza” (Man and nature) e é com imensa satisfação que comunicamos que nossos alunos foram premiados novamente nesta 2ª edição do concurso. 

Os alunos selecionados foram:

Amanda Pascali Janjiulio  

Beatriz Ferreira Salomão 

Giovanna Siqueira Valerini 

Maria Luiza Souza Delfino

Vinícius Silva Bastos de Oliveira

A premiação aconteceu no dia 01/09, às 19h, no Plenário da Câmara Municipal de São Paulo. 

Parabéns aos nossos alunos!

 

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No mês de junho, a diretoria do Colégio Cermac participou de mais um Congresso organizado pelo PEA-UNESCO (Programa de Escolas Associadas à UNESCO). O destino foi o Japão e participaram da viagem o diretor geral, Adriano Castanho, a diretora pedagógica, Roberta Mardegam e a mantenedora Rosa Maria Castanho (nossa querida Prô Rosa).

Anualmente, os líderes das escolas associadas à UNESCO participam de visitas técnicas a outras escolas ao redor do mundo, com o intuito de conhecer os diferentes sistemas de ensino, além da cultura destes países.  

A diferença cultural entre o Japão e o Brasil é grande e não se limita apenas ao idioma. Chamou a atenção dos diretores a organização e a limpeza do país de maneira geral. Com cerca de 140 milhões de habitantes, as ruas estão sempre cheias de pedestres e metrô lotado de passageiros, porém, parece que tudo se encaixa e funciona como se fosse ensaiado. Não há tumultos e correrias. Lixo não se vê pela rua e este hábito chamou a atenção dos brasileiros durante a Copa do Mundo no Brasil, onde os japoneses recolheram todo o lixo das arquibancadas da Arena Corinthians. No Japão funciona assim: cada um é responsável pelo seu lixo, devendo guardá-lo consigo até que chegue em casa ou no trabalho.

Nas escolas, os alunos assistem às aulas, brincam, praticam esportes e almoçam. Adriano afirmou que, ao término das refeições - realizadas na própria sala de aula-, os alunos são responsáveis pela limpeza e organização de tudo. 

A autonomia, já percebida em países da Europa visitados em anos anteriores, é presente nos alunos desde a educação infantil, pontua Roberta. Eles aprendem a se organizar, são poucos adultos olhando, não há inspetores de pátio, pessoas para vigiar, eles brincam, correm, caem, se machucam, levantam, sobrevivem e aprendem, são alunos protagonistas em uma sociedade que deixa a criança aprender com os próprios erros e acertos, uma sociedade onde a frustração é o grande combustível para novas tentativas e descobertas.

Assim, mais uma vez fica validado que o caminho que escolhemos trilhar em nossa escola, é o que há de mais assertivo e moderno na educação mundial. 

 

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Reconhecer outra cultura é mais do que visitar e descobrir os encantos e os estranhamentos que o diferente possa suscitar. É compreender, aceitar e por vezes até incorporar um hábito do outro. Trata-se de um desafio, pois é um exercício de respeito enorme, sobretudo ao que de tão incomum, poderia até ofender, se pautado exclusivamente na própria referência do sujeito que se dispôs a interagir com o novo. Exige uma prática cotidiana sem juízo de valor, para que todos os povos possam se desenvolver de forma sustentável.
Num sentido mais amplo pode-se afirmar que a aprendizagem intercultural traduz a maneira como os sujeitos que têm diferentes modos de ser e de viver conseguem conviver de maneira pacífica e harmoniosa entre si. Este processo é fundamental para a construção de uma sociedade intercultural que respeita e dialoga com o outro.
A prática dos encontros interculturais tem como objetivo a elevação da competência intercultural. Apenas através da comunicação e troca de experiências entre as várias culturas será possível o estabelecimento de interação entre elas.
Neste processo a cultura assume um papel de relevo na socialização do indivíduo, quer no seu processo de interiorização do mundo, quer na exteriorização do seu relacionamento com esse mesmo mundo. Este processo interativo é a única possibilidade de se evitar que uma cultura subjugue a outra.
Contudo a maioria das tentativas não é bem sucedida, porque há uma tendência natural de não aceitação do que possa causar rompimento com a coesão de conduta do grupo inicial ao qual se pertença. Por isso alguns pressupostos sociais e situacionais são considerados indispensáveis para que ocorra a aprendizagem intercultural. Entre eles estão o voluntarismo do contacto, a igualdade de estatutos, a intensidade, nomeadamente, a profundidade do contato, assim como o suporte normativo do contato. Condições pessoais prévias são, por exemplo, a estabilidade emocional, a abertura a novas experiências e uma reduzida atitude etnocêntrica entre os participantes. Claro que não se pretende esgotar a construção deste pano de fundo, mas no mínimo sensibilizar os participantes para a questão.
Ainda pensando na sustentabilidade do desenvolvimento das diversas culturas, outro tema que será abordado é a Cristalografia, pois este é o ano de destaque internacional para este recurso. Os cristais fazem parte de nossa vida e nem nos damos conta do quanto estão inseridos em nosso dia a dia e de como são indispensáveis. A exemplo disso, há um século foi descoberto o raio X, pautado nos estudos de simetria dos cristais, aspecto que capturou o interesse do homem e conduziu a pesquisas. No Raio X há uma radiação eletromagnética, que sofre difração pela assimetria do cristal e permite interpretar padrões de imagens. A descoberta do DNA em dupla hélice foi possível por meio da cristalografia, bem como a descoberta de mais de 90 mil estruturas moleculares. Estes trabalhos promoveram avanços na área da saúde.
Hoje a cristalografia é espinha dorsal da indústria farmacêutica, aeronáutica, alimentícia, computadores, enfim essencial para desenvolvimento da maioria de materiais. Deve-se investir neste recurso que está ao alcance de todos,  para desfrutar deste benefício, bastam equipamentos relativamente simples desenvolvidos nas universidades. Contudo, alerta Irina Bokova (Diretora Geral da UNESCO), é indispensável para o desenvolvimento de todos, que o uso seja uma prática sustentável. 
Este trabalho desenvolvido no Colégio CERMAC tem por objetivo o diálogo intercultural por meio da educação, com práticas das ciências, da cultura, da comunicação e da informação. Espera-se que os migrantes convidados a participar e os que forem apreciar este trabalho possam a favor da defesa dos valores de cada nação, acolher as diferenças para além do que lhe for confortavelmente familiar.
Desenvolveremos os temas durante todo o ano letivo, nas aulas e nos eventos, inclusive na Mostra de Ciências e Cultura.
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